Dinâmicas territoriais na cidade do Rio de Janeiro: o asfalto invade o morro

Mariana Torres

Resumen


A pesquisa tem por objetivo analisar transformações recentes nos processos psicossociais de ocupação dos morros da cidade do Rio de Janeiro, onde habitam cerca de 1.500.000 de pessoas, 22% da população carioca, em condições denominados pelo governo federal de “assentamentos subnormais”. Esses locais surgiram no século XVIII quando os escravos recém-libertos viram no morro a única alternativa de ocupação permitida pelas classes dominantes, e trazem desde sua origem, uma carga negativa, como um lugar de exclusão socioespacial. Ao longo de um século, alguns destes locais foram ocupados pelo narcotráfico, aumentando a segregação social daquela população. Recentemente o poder público instalou postos de policiamento em unidades de políticas pacificadoras, como proposta de desarticulação das quadrilhas que controlavam os territórios, e como política de revalorização socioespacial. Como consequência, as favelas têm se transformado em pontos turísticos recebendo “visitantes do asfalto”, numa aparente superação das diferenças. Discutimos a realidade política desta suposta integração.

Palabras clave


Territorialização; Rio de Janeiro; favelas.

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URBS. Revista de Estudios Urbanos y Ciencias Sociales ISSN: 2014-2714. Universidad de Almería, Almería